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OLYMPIC NATIONAL PARK - O MONTE OLIMPO DA REALIDADE - PARTE 1

     Nesse dia acordamos bem cedo, nem tomamos café da manhã no hotel para não atrasar o nosso roteiro. Partimos por volta das 5:30. Como estávamos em Lynwood, uma cidade bem próxima, logo chegamos à charmosa cidade de Edmonds (a distância entre o meu hotel - Americas Best Value Inn Lynwood - e o porto era de apenas 8,2km), local de onde partiria o ferry para o Olympic National Park.

     Perto do porto de onde partem os ferrys tem diversos cafés e restaurantes, mas como o próximo ferry estava previsto para chegar em apenas meia-hora decidimos por tomar o café da manhã na lanchonete que fica no seu interior.

     Contei todos os trâmites e detalhes da travessia de ferry em um post anterior, por isso vou ser bem sucinta. Aguardamos cerca de 15 minutos no carro até a hora de entrar no ferry (na área de espera tem banheiros e uma pequena lanchonete). Depois estacionamos e subimos para o pavimento superior do ferry, onde ficam as mesas e cadeiras, banheiros, um deque de observação e uma lanchonete.

     A lanchonete funciona como um mercado, você pega os itens que quer comprar e depois paga no caixa, nada excepcional, mas o preço e qualidade são adequados.


            A travessia é bem curta, dura cerca de 30 minutos, e a vista do ferry é muito bonita. É comum se ver baleias na Puget Sound, infelizmente não tivemos essa sorte.


      Assim que chegamos em terra, vimos o nosso primeiro amiguinho de quatro patas da viagem. Essa área dos Estados Unidos tem muitos bichos, vimos diversas espécies deles em nossa estadia.


    No caminho para o Olympic National Park passamos pela cidade de Sequim famosa por seus maravilhosos campos de lavanda. Diversas pequenas fazendas dessa cidade cultivam lavanda e o esplendor da plantação se dá exatamente em julho.

      No terceiro fim de semana de julho acontece o Sequim Lavender Festival, esse evento lota a idade e como consequência as fazendas de lavanda cobram cerca de U$ 15,00 para visitação (nos outros dias a visitação é gratuita). Os hotéis ficam lotados e mais caros, por isso não é a melhor época para visitar as plantações de lavanda.

     Vimos muitos pés de lavanda espalhados por todo o Estado de Washington, além da beleza da planta seu aroma é algo indescritível.


      Como as fazendas ficam distantes umas das outras a dica é escolher uma, pesquisar o horário de funcionamento e focar nela. A maioria das fazendas tem uma gift shop com diversos produtos a base de lavanda.

    Daqui seguimos para o Olympic National Park com seus picos nevados, densas florestas de pinheiros e um belíssimo litoral rochoso.

       A entrada do parque custa U$ 25,00 por veículo e vale por até 7 dias.


    Ocupando uma área de aproximadamente 374 mil hectares, ele está localizado na Olympic Península na porção noroeste do Estado de Washington a poucas horas de carro de Seattle.

      Nos primórdios toda a área do Olympic National Park era ocupada por diversas tribos indígenas que viviam em certa harmonia. Na época da colonização os espanhóis foram os primeiros explorados a chegar ao local, por volta de 1775, eles se estabeleceram em uma pequena porção da costa do Olympic Península, na altura da desembocadora do Quinault River.

    Entretanto, o clima frio e chuvoso da região, somado aos frequentes ataques por parte dos indígenas, os fez abandonar a área apenas 5 meses depois da ocupação.

      Treze anos mais tarde, em 1788, vieram os ingleses representados pela figura do capitão Inglês, John Meares. Ele navegou pela costa da região e ficou tão impressionado com as montanhas deste trecho do litoral noroeste dos EUA que em analogia à morada dos deuses gregos batizou o local de Monte Olimpo (Olympic Mount).

     A península do Olympic National Park foi formada durante a era glacial, esse fato fez com a mesma desenvolvesse uma diversidade biológica bem considerável. Nesta área encontram-se pelos menos 8 espécies de plantas e 15 espécies de animais que não são encontrados em nenhum outro ponto do planeta. Um número de espécies endêmicas bastante expressivo para esta região do planeta. 

       Como tínhamos pouco tempo na região, apenas um dia, seguimos direto para o Hurricane Ridge Road, uma estrada sinuosa que parte da belíssima cidade de Port Angeles (nível do mar) até o Hurricane Visitor Center a mais de 1500m de altitude. O visual ao longo da estrada é simplesmente incrível, mas a vista do seu topo é arrebatadora. 
      

       Lá de cima é possível observar-se algumas geleiras, dentre elas o Glacier Hoh, com cerca de cinco quilômetros de extensão, por sinal, está é uma das maiores geleiras dos EUA continental.

     O cume mais alto visto da Hurricane Ridge é o Mount Deception que se ergue a 2.374m de altitude.



       Daqui continuamos pela US 101 até o Lake Crescent, que será objeto da próxima postagem.

2 comentários:

  1. Inveja da sua viagem. Não fomos a 0lympic National Park.

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  2. Jim, pense que isso é um motivo para você viajar de novo para o Estado de Washington.

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